FRANQUIA DE ESCOLA

Envelhecimento saudável: entrevista exclusiva

Por Letícia Maciel - 28/01/2016

A gerontóloga Thais Bento fala com a franquia de escola SUPERA sobre as novidades da área no Brasil

A gerontóloga Thais Bento fala com exclusividade sobre as novidades da área no Brasil

A gerontóloga Thais Bento Lima da Silva, especialista em envelhecimento saudável e estimulação cognitiva, visitou na última terça-feira a sede da franquia de escola SUPERA, em São José dos Campos (SP), e concedeu entrevista exclusiva para o Franquia Educacional. Thaís está trazendo seus conhecimentos para a rede de academias SUPERA, que tem 40% de seus alunos na terceira idade.

Segundo ela, o Brasil não se planejou para envelhecimento populacional, mas está tentando recuperar o tempo perdido com novos investimentos em políticas públicas e recursos para oferecer melhor qualidade de vida.

É exatamente isso o que a terceira idade busca e encontra na franquia de escola SUPERA: um curso que, além de manter o cérebro jovem e ativo, melhora a autoconfiança, a coordenação motora e convivência social: habilidades essenciais para uma vida saudável.

Nesta entrevista, você vai saber o que é gerontologia, conhecer as novidades da área e entender porque o mercado que oferece serviços para a terceira idade é tão promissor.

 

Franquia Educacional: Em que contexto lidamos hoje com a terceira idade no Brasil?

Thaís Bento: O Brasil não se preparou para o processo de envelhecimento populacional. Até pouco tempo, nosso país cuidava apenas de questões de sanitarismo para evitar surtos de epidemia. Com isso, verificou que a população poderia ter uma maior expectativa de vida. Mesmo assim, nada foi planejado para a população idosa, diferentemente do que acontece em países europeus e no Japão.

A gerontologia estuda o envelhecimento em todas as suas dimensões, buscando entender as experiências do idoso em diferentes contextos. No Brasil, ainda é um campo novo, embora já tenha 50 anos enquanto especialização. Enquanto graduação, a gerontologia tem em torno de 15 anos de idade. São segmentos novos que visam oferecer melhor qualidade de vida, com a implantação de novas políticas através de profissionais especializados.

Franquia Educacional: Qual é a grande novidade dos estudos relacionados à terceira idade para 2016?

Thaís Bento: A grande novidade são as adaptações das políticas existentes para todas as faixas etárias para o público idoso e, adicionalmente, a criação de serviços especializados. O segmento idoso está muito prevalente. Em 2050, estima-se que teremos mais de 30 milhões de idosos.

Além disso, a grande questão é que a terceira idade é uma faixa etária heterogênea. Diferentemente das demais, ela é composta por pessoas dos 60 aos cento e poucos anos. O maior desafio, então, é saber como propor ações que possam atingir um grupo heterogêneo e que engloba gerações pertencentes à mesma faixa etária.

Para falar do lado positivo, a inovação deste setor está na implantação de novos serviços, novos centros de convivência e novas universidades, que estão oferecendo cursos específicos para profissionais tanto da saúde quanto da educação.

Neste sentido, a cidade de São Caetano do Sul é um exemplo no país, porque tem procurado especializar o público com programas de aprimoramento para motoristas e colaboradores, para entenderem as particularidades da terceira idade durante seu trabalho cotidiano, evitando assim pequenos acidentes e questões de danos morais. De um modo geral, estamos passando por um processo de adaptação de políticas públicas para atender bem o idoso.

Franquia Educacional: Neste cenário, o que mais tem chamado a atenção hoje?

Thaís Bento: Nós da gerontologia falamos que o Brasil está passando por um processo de desmitificação da velhice, muitos mitos e estereótipos da velhice têm sido trabalhados, principalmente com a implantação dessas novas políticas públicas e diversos cursos de adaptação.

As pessoas estão entendendo que os idosos são adultos que envelheceram e, não, pessoas mais velhas que se tornaram infantilizadas ou que regrediram em relação às suas funções cognitivas e biológicas. Idosos são pessoas que, de fato, envelheceram e têm suas particularidades. Se a pessoa tinha um perfil de personalidade, ela continua sendo a mesma. Não é porque ficou mais velho que ficou bonzinho, fofinho, pobrezinho… precisamos nos livrar destes preconceitos.

Além das políticas públicas, vemos na iniciativa privada algumas ações para o idoso aprender em todas as etapas de seu processo de envelhecimento e a trocar saberes com outras gerações. O idoso é a pessoa que transmite bagagem cultural, troca experiências da sua época e etc.

Franquia Educacional: Nós percebemos muito isto nas aulas do SUPERA para a terceira idade. Como você vê que a estimulação cognitiva pode melhorar a qualidade de vida deste público?

Thaís Bento: Quando pensamos no reforço das habilidades mentais, pensamos em fornecer para o idoso não apenas uma melhoria em atenção, velocidade de processamento e raciocínio, mas também uma reorganização do estilo de vida, e em um olhar diferenciado na questão do autocontrole.

A terceira idade precisa trabalhar, com o auxílios externos na reorganização de rotina, tomar cuidado para não se distrair, não sobrecarregar corpo e mente, procurar entender as limitações do corpo, entender que é capaz e trabalhar com pistas no dia a dia (uso da agenda, lembretes, lista de compras, anotar recados, por exemplo).

Quando trabalhamos a estimulação cognitiva com os idosos, eles também ficam mais situados no tempo e no espaço. Com o processo de aposentadoria, os idosos não veem mais necessidade do acompanhamento diários das datas. Esta é uma percepção frequente que nós profissionais temos da desorientação espacial e temporal dos idosos. Isto começa principalmente após a aposentadoria. Notamos um desinteresse em se manter atualizado, especificamente com relação aos dados. O desinteresse gera um declínio de memória. O declínio pode evoluir para um problema maior.

Franquia Educacional: Qual o primeiro passo, para as pessoas que deixaram de trabalhar, se conscientizarem de que precisam tomar uma providência com relação às habilidades mentais.

Thaís Bento: Precisamos nos preparar para a aposentadoria, principalmente para indivíduos do sexo masculino. A aposentadoria gera uma ruptura muito importante em questões de rotina e humor e habilidades mentais. É muito comum vermos em aposentados o desenvolvimento de um quadro depressivo, que muitas vezes é silencioso perante a família, não é tratado e evolui para uma doença neurológica pior. Então o que sempre destacamos é saber se preparar para a ruptura da vida ocupacional.

Quem não se preparou e já está no período pós aposentadoria, incentivamos a identificar e resignificar seu processo de envelhecimento, com a ajuda de um profissional, ou com o auxílio de sua rede social (amigos, familiares…). Pode procurar um geriatra ou um gerontólogo´, que trabalha com questões de rotina e mapeamento de interesses.

Quando a pessoa se aposenta e quer começar uma atividade, mas não sabe o que fazer, ela precisa procurar um especialista para mapear seus potenciais de interesse. Com isso, ela é orientada com base nas próprias preferências que destacou, para criar uma nova agenda, resignificar o processo de vida e traçar novos projetos.

Franquia Educacional: Quais são as habilidades mais desenvolvidas pelos programas de estimulação cognitiva na terceira idade.

Thaís Bento: Visamos, a princípio, trabalhar com as habilidades que sofrem mais declínio no processo de envelhecimento normal: atenção, velocidade de processamento de informações, execução de tarefas simultâneas e reforçar a aprendizagem recente, ou seja, a memorização de novas informações.

Verificamos o benefício quando este indivíduo, após passar pelo treinamento, relata menor queixa de esquecimento, melhor organização da sua rotina, maiores recordações de informações relevantes para o seu dia a dia e melhor execução de tarefas que poderiam estar prejudicas, mas que foram compensadas com o reforço das habilidades mentais.

 

Thaís Bento é gerontóloga pela Universidade de São Paulo, mestre e doutora em Cognição e Envelhecimento, pela Faculdade de Medicina da USP. Foi presidente da Associação Brasileira de Gerontologia durante 4 anos, e Coordenadora de pesquisa de campo e de oficinas da Universidade Aberta da Terceira Idade da USP, no período de 2010-2012.

 

Foto Antônio Carlos - Diretor do Franquia Educacional Supera

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